sábado, 13 de dezembro de 2008
Daymare
É daquelas coisas que você acredita quando é criança. Não faz idéia do que seja causa e do que seja efeito.
Você vai dormir e é noite, acorda e é dia.
Daquelas soluções mágicas, que te dão poderes enormes: se eu não dormir, o dia seguinte não vai chegar.
É lúdico, infantil... e, de repente, o dia chega.
(Alternativa: "Alvorada. Para um otimista, o começo de um novo dia. Para um pessimista, a mesma coisa.")
Você vai dormir e é noite, acorda e é dia.
Daquelas soluções mágicas, que te dão poderes enormes: se eu não dormir, o dia seguinte não vai chegar.
É lúdico, infantil... e, de repente, o dia chega.
(Alternativa: "Alvorada. Para um otimista, o começo de um novo dia. Para um pessimista, a mesma coisa.")
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
O nome da velha
Todos meus amigos estavam comigo, parecia um funeral ou algo do tipo. Eu viro pro Lennon e pergunto:
-Lennon, como era o nome daquela atriz de 120 anos que xinga todo mundo. Lembra? Porra, caralho! Lembra?
Agora eu estou num quarto grande, numa sala clara.
-Lembra, Lennon?
Mas ele não parece me escutar e continua gritando:
-Claudete Troiano! Claudete Troiano!
Eu tento de novo:
- Caralho Lennon! Me ajuda! Eu não consigo lembrar! Lembra?? Aquela lá! Aquela do filho-da-puta, viado, vai se fuder caralho! Lembra? Aquela com uma pinta nojenta na cara!
Ele responde:
-Ó! Me desculpe! Eu estava ocupado dando uma surtada.
Eu estou andando com o Michael e o Noel, indo em direção a uma festa.
-Lembra Noel? A velha mala que tá morta de pé! Lembra? A do vai se fuder, caralho, filho-da-puta! Lembra Noel??
Mas de repente o Michael sai correndo porque ele não queria dividir as garotas da festa. Agora eu tô sozinho na rua e puto com o Michael.
São 1 da manhã e eu percebi que era tudo um sonho. Que cliché. Eu acho graça. Eu rio sozinho. Então percebo que eu ainda não sei a resposta, o que explica o porquê de ninguém saber o nome da velha mesmo depois de eu descrevê-la tão bem. Eu rolo na cama. Eu chego a conclusão de que o nome dela era composto, algo com V ou M. São 2:30 da manhã e a essa altura eu tenho quase certeza de que a resposta é algo próximo a Vanda Valadares.
Maldita Derci, que mesmo morta, não me deixou dormir.
-Lennon, como era o nome daquela atriz de 120 anos que xinga todo mundo. Lembra? Porra, caralho! Lembra?
Agora eu estou num quarto grande, numa sala clara.
-Lembra, Lennon?
Mas ele não parece me escutar e continua gritando:
-Claudete Troiano! Claudete Troiano!
Eu tento de novo:
- Caralho Lennon! Me ajuda! Eu não consigo lembrar! Lembra?? Aquela lá! Aquela do filho-da-puta, viado, vai se fuder caralho! Lembra? Aquela com uma pinta nojenta na cara!
Ele responde:
-Ó! Me desculpe! Eu estava ocupado dando uma surtada.
Eu estou andando com o Michael e o Noel, indo em direção a uma festa.
-Lembra Noel? A velha mala que tá morta de pé! Lembra? A do vai se fuder, caralho, filho-da-puta! Lembra Noel??
Mas de repente o Michael sai correndo porque ele não queria dividir as garotas da festa. Agora eu tô sozinho na rua e puto com o Michael.
São 1 da manhã e eu percebi que era tudo um sonho. Que cliché. Eu acho graça. Eu rio sozinho. Então percebo que eu ainda não sei a resposta, o que explica o porquê de ninguém saber o nome da velha mesmo depois de eu descrevê-la tão bem. Eu rolo na cama. Eu chego a conclusão de que o nome dela era composto, algo com V ou M. São 2:30 da manhã e a essa altura eu tenho quase certeza de que a resposta é algo próximo a Vanda Valadares.
Maldita Derci, que mesmo morta, não me deixou dormir.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Só pra reclamar um pouquinho
Como é que pode ter esse culto à "decada perdida" e tudo bem? E depois eu sou desapegado, quase um niilista! Melhor não ser preso a nada do que ser preso a calças amarelas, he-man e M.C. Hammer.
Ou ser um hippie que acha que tá fazendo a coisa certa, querendo salvar o mundo, ter sexo livre, fumar maconha e injetar tudo o que vê pela frente, discutir Nietzche, mas estar atrasado 40 anos.
Difícil estar em um tempo tão não-polarizado, né? não tem bandeiras pra levantar, então vamos pegar a dos nossos velhos. A gente pode arrastar essas ideologias-zumbi e fingir que estamos certos, só pra dizer que valemos alguma coisa.
Ou ser um hippie que acha que tá fazendo a coisa certa, querendo salvar o mundo, ter sexo livre, fumar maconha e injetar tudo o que vê pela frente, discutir Nietzche, mas estar atrasado 40 anos.
Difícil estar em um tempo tão não-polarizado, né? não tem bandeiras pra levantar, então vamos pegar a dos nossos velhos. A gente pode arrastar essas ideologias-zumbi e fingir que estamos certos, só pra dizer que valemos alguma coisa.
domingo, 23 de novembro de 2008
EM HOMENAGEM AO AMIGO!!!

Amigo...
Ontem fizemos um churras no Lean-fat George Foreman Grill (nem sei como escreve essa droga!)
E, num sei porquê, mas ontem lembrei muito de você! Aí to postando a fotinhA em sua homenagem!!!
Espero que vc goste e que não ache por aí pessoas tão legais quanto nós! hahahahahahaha
Beijos,
Ju (contagiado com o Romantismo do Michael!)
PS: sim, eu sei que to parecendo o bonequinho da Michelin na foto... mas num tive tempo de me posicionar adequadamente, pq o timer tava ligado... :(
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Não olhe agora, mas se você olhar quem sabe também entenda porque eu poderia ser o seu melhor amigo.
Michael não entendia porque algumas pessoas se tornavam tão limitadas depois que começavam a namorar. Talvez seja isso mesmo. O brilho de outrora era agora um punhado de porra ordenhado ao bel prazer de sua fiel meretriz. Queria ouvir música bem alta, parecia que a música o ajudava a atravessar a merda que chegava até o joelho de sua surrada calça jeans. Queria estuprar seus próprios tímpanos, quem sabe até sentir a ponta da faca roçando sua têmpora. No seu silêncio ele estaria a salvo do mundo banal. Sonhava destroçar criancinhas e ser condenado pra sempre por isso. Ele queria cortar seus próprios pulsos todas as noite, mas em sua casa todos usavam talheres de plástico. Michael queria mesmo era ser dramático, mas ninguém lia seus textos.
-Com amor, Amigo
domingo, 16 de novembro de 2008
Aumenta o Som e abaixa as janelas.
É. Estou mais uma vez tentando terminar outro trabalho e tentando ser original, e consciente de que o que eu escrevi tem 200 anos. Então, resolvi escrever alguma coisa que eu gosto muito: Música.
Tenho uma amiga que diz que quando anda na Paulista ela gosta de ver as caras das pessoas para saber seus pensamentos mais nefastos (ou o que estão pensando, mas eu prefiro ser dramático).
Eu, por outro lado, sempre penso o que as pessoas fazem quando escolhem as músicas, the soundtracks.
São engraçadas as respostas que as pessoas têm por causa da escolha das músicas por uma pessoa. Alguns se revoltam e resolvem fazer motins (esses geralmente chamam uma pessoa pro lado e tentam garantir apoio para mudar a trilha sonora), enquanto outros perguntam: O que é que tá tocando?!, e os mais exaltados provocam a revolução, sim!, eu acho que trocar pagode por hard rock, ou heavy metal por forró, uma revolução.
E como as pessoas se apoderam das músicas... Ah... é tão bonito e tão broxante quando alguém diz: “Essa música sou eu” ou “eu teria escrito essa música”. Quando eu era adolescente (não que eu não seja mais), eu costumava comprar revistas com letras de músicas para colar na parede, porque eu achava que as letras eram totalmente “Eu”. Muita pretensão da minha parte. Hahaha
E olha como a própria palavra é bizarra. Soundtrack, ou trilha sonora. TRILHA! CAMINHO SONORO! Que doidera.
Ou quando você está tristonho e ouve aquela música que te faz balançar a cabeça moderadamente, ou bater seu calcanhar no chão no compasso das batidas. TAC, TAC TAC. Baquetas e palhetas, que não existem, fazendo movimentos ridículos, e ainda por cima fazendo festinha em mim mesmo. Ah!
Discussões sobre quem foi melhor, Hendrix ou Page, ou Clapton, ou sei lá, Manu Chao?! Tudo, para nunca ter fim. E, me parece que esse não- fim é a própria música. Como ela vem e vai. A sensação de não agüentar mais aquela música, mas por estar com uma pessoa do lado, ela pega outra freqüência, um punch diferente, e aí volta. Existe até a função repeat no som! Pause, rewind, foward! E o mais legal, existe, na música, a opção volume!
Ah. Eu ia escrever mais, mas já estou escrevendo faz quinze minutos essa bosta. Hahaha.
Abaixa a Janela e aumenta o som então. Pô!
Tenho uma amiga que diz que quando anda na Paulista ela gosta de ver as caras das pessoas para saber seus pensamentos mais nefastos (ou o que estão pensando, mas eu prefiro ser dramático).
Eu, por outro lado, sempre penso o que as pessoas fazem quando escolhem as músicas, the soundtracks.
São engraçadas as respostas que as pessoas têm por causa da escolha das músicas por uma pessoa. Alguns se revoltam e resolvem fazer motins (esses geralmente chamam uma pessoa pro lado e tentam garantir apoio para mudar a trilha sonora), enquanto outros perguntam: O que é que tá tocando?!, e os mais exaltados provocam a revolução, sim!, eu acho que trocar pagode por hard rock, ou heavy metal por forró, uma revolução.
E como as pessoas se apoderam das músicas... Ah... é tão bonito e tão broxante quando alguém diz: “Essa música sou eu” ou “eu teria escrito essa música”. Quando eu era adolescente (não que eu não seja mais), eu costumava comprar revistas com letras de músicas para colar na parede, porque eu achava que as letras eram totalmente “Eu”. Muita pretensão da minha parte. Hahaha
E olha como a própria palavra é bizarra. Soundtrack, ou trilha sonora. TRILHA! CAMINHO SONORO! Que doidera.
Ou quando você está tristonho e ouve aquela música que te faz balançar a cabeça moderadamente, ou bater seu calcanhar no chão no compasso das batidas. TAC, TAC TAC. Baquetas e palhetas, que não existem, fazendo movimentos ridículos, e ainda por cima fazendo festinha em mim mesmo. Ah!
Discussões sobre quem foi melhor, Hendrix ou Page, ou Clapton, ou sei lá, Manu Chao?! Tudo, para nunca ter fim. E, me parece que esse não- fim é a própria música. Como ela vem e vai. A sensação de não agüentar mais aquela música, mas por estar com uma pessoa do lado, ela pega outra freqüência, um punch diferente, e aí volta. Existe até a função repeat no som! Pause, rewind, foward! E o mais legal, existe, na música, a opção volume!
Ah. Eu ia escrever mais, mas já estou escrevendo faz quinze minutos essa bosta. Hahaha.
Abaixa a Janela e aumenta o som então. Pô!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
PROCON
Hoje eu tava pensando... faz tempo que não escevo no blog, preciso postar alguma coisa!
quando abro o editor de texto, hesito: não tenho nada para reclamar.
até parece que isso é hotline onipotente, que Deus está lendo avidamente, preocupado para mudar o que acontece só porque eu postei aqui.
Como não arranjei motivo pra ficar bravo, triste, chateado, ou apenas apreensivo, decidi reclamar da minha falta de reclamação. E tenho dito!
quando abro o editor de texto, hesito: não tenho nada para reclamar.
até parece que isso é hotline onipotente, que Deus está lendo avidamente, preocupado para mudar o que acontece só porque eu postei aqui.
Como não arranjei motivo pra ficar bravo, triste, chateado, ou apenas apreensivo, decidi reclamar da minha falta de reclamação. E tenho dito!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nhé
Todos queriam produtos baratos e muita comodidade jogando CO2 no planeta. Acabou que o planeta aqueceu, as geleiras derreteram e a Groelandia agora planta brócolis. E assim, o mundo acabou.
Mas antes disso eles haviam inventado tvs enormes para assistir a novela das 8, anestesico sabor pina colada, bares toscos da vila olimpia, emos, republicanos, queijo, Amaury Jr, livros de auto-ajuda, psicólogos, Faustão, urânio depledado como munição, Gal Costa, curtas cults, etc.
Na verdade, o mundo já acabou. Agora, só nos resta se preparar pro futuro aprendendo a fazer breja de brócolis....
Mas antes disso eles haviam inventado tvs enormes para assistir a novela das 8, anestesico sabor pina colada, bares toscos da vila olimpia, emos, republicanos, queijo, Amaury Jr, livros de auto-ajuda, psicólogos, Faustão, urânio depledado como munição, Gal Costa, curtas cults, etc.
Na verdade, o mundo já acabou. Agora, só nos resta se preparar pro futuro aprendendo a fazer breja de brócolis....
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Lugar Nenhum
Ele era cheio de manias. Fechado. Pouco falava e tinha muitos problemas para expressar seus sentimentos, suas angústias, seus medos. Travava na região entre o ombro e o pescoço tudo o que queria vomitar em cima das pessoas. Conseguia relaxar em alguns poucos momentos, e ela adorava conseguir fazê-lo sentir-se livre, nem que por um único segundo. Pensar que seu estômago não mais parecia estar cheio de vermes, mas sim, de borboletas, fazia com que o dia dela, sempre meio morno e cinza, se tornasse inesquecível.
Saltitante que era, na verdade, ela era perneta. Parecia ser brilhante, mas era fosca e sem valor. Sem valor porque fez muita cagada na vida e também pelo fato de ninguém a querer. Engraçado pensar que um dia lhe disseram que não valia nem um “tostão furado”. Nunca havia visto um tostão, sentiu-se incomodada com o fato de não valer algo que nunca vira antes.
E, apesar de toda essa aparência assustadora, ela era doce... algo como o Corcunda de Notredame. Tudo o que fazia era em nome de um amor por aquele que parecia tão diferente, que fazia questão de manter seus muros erguidos. Ela tentou construir pontes. Foi em vão.
Ele continuou tentando ver o mundo através de sua luneta e cercado por seus muros. Achava que enxergava muito além, por possuir um instrumento tecnológico que o aproximava das coisas mais longínquas. Mal sabia ele que quanto mais ele se focava em algo, menos via as coisas ao seu redor: perdeu a as flores desabrochando na primavera; perdeu a cachorra lhe lambendo o dedão do pé, pedindo um pouco de afagos na barriga; não viu a “banda passar”; não viu o mar; não estava presente quando todos se despediam; não tocou na mulher nua e bela que ficou ao seu lado... Esqueceu que tinha gente que o esperava, que, assim como a cachorra, só pedia um pouco de carinho.
Mas, não... A luneta era mais valiosa!
Ela, que não valia nem um tostão furado, passou a não valer nem uma luneta-lunática.
Saltitante que era, na verdade, ela era perneta. Parecia ser brilhante, mas era fosca e sem valor. Sem valor porque fez muita cagada na vida e também pelo fato de ninguém a querer. Engraçado pensar que um dia lhe disseram que não valia nem um “tostão furado”. Nunca havia visto um tostão, sentiu-se incomodada com o fato de não valer algo que nunca vira antes.
E, apesar de toda essa aparência assustadora, ela era doce... algo como o Corcunda de Notredame. Tudo o que fazia era em nome de um amor por aquele que parecia tão diferente, que fazia questão de manter seus muros erguidos. Ela tentou construir pontes. Foi em vão.
Ele continuou tentando ver o mundo através de sua luneta e cercado por seus muros. Achava que enxergava muito além, por possuir um instrumento tecnológico que o aproximava das coisas mais longínquas. Mal sabia ele que quanto mais ele se focava em algo, menos via as coisas ao seu redor: perdeu a as flores desabrochando na primavera; perdeu a cachorra lhe lambendo o dedão do pé, pedindo um pouco de afagos na barriga; não viu a “banda passar”; não viu o mar; não estava presente quando todos se despediam; não tocou na mulher nua e bela que ficou ao seu lado... Esqueceu que tinha gente que o esperava, que, assim como a cachorra, só pedia um pouco de carinho.
Mas, não... A luneta era mais valiosa!
Ela, que não valia nem um tostão furado, passou a não valer nem uma luneta-lunática.
sábado, 8 de novembro de 2008
New York - San Francisco
http://www.youtube.com/watch?v=H0L0k6dxCDU
Porque dá pra ser grande sem ser velho. Pelo menos não com 20 e pouquinhos anos.
Porque dá pra ser grande sem ser velho. Pelo menos não com 20 e pouquinhos anos.
Assinar:
Postagens (Atom)